A questão com o Detroit Pistons é a seguinte: eles não conseguem ter uma folga. Nenhuma. Justo quando você pensava que eles poderiam estar virando a página, ou pelo menos mostrando um pulso, a notícia chega: Cade Cunningham está fora por um período prolongado com um pulmão colapsado. Shams Charania relatou, e Danny Green, que jogou com uma lesão semelhante, comentou sobre a recuperação. Para um time que está 2-9 na temporada e perdeu sete jogos seguidos, isso parece um golpe que pode derrubá-los de vez.
Não se trata apenas de perder seu melhor jogador; trata-se de perder o cara em quem você construiu tudo. Cunningham, a primeira escolha geral do draft de 2021, tem sido o motor dos Pistons. Ele está com médias de 22,0 pontos e 7,3 assistências nesta temporada, mostrando um crescimento real em relação à sua campanha de segundo ano, marcada por lesões. Lembra do ano passado, quando uma lesão na canela o tirou de ação após apenas 12 jogos? Parece o Dia da Marmota para os fãs de Detroit, só que desta vez é ainda pior. Um pulmão colapsado não é um tornozelo torcido; é sério, e a recuperação não é apenas voltar à quadra, é voltar a respirar normalmente.
**O Longo Caminho de Volta para Detroit**
Olha, os Pistons já estavam com dificuldades para pontuar. Eles são o 25º na liga com 108,0 pontos por jogo. Tire os 22 pontos de Cunningham, e você está olhando para um ataque de G-League. Jaden Ivey, que começou 73 jogos no ano passado, terá que se destacar muito, mas ele tem sido inconsistente, com apenas 38,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra nesta temporada. Killian Hayes ainda é, bem, Killian Hayes. Ele está com médias de 6,8 pontos e 4,8 assistências, mas seus percentuais de arremesso são péssimos. Você não pode esperar que ele de repente se torne um armador principal.
Danny Green, que lidou com uma lesão semelhante, apontou o custo mental e físico. Ele mencionou especificamente a dificuldade em respirar profundamente por meses, mesmo depois de ser liberado para jogar. Pense em um jogador da NBA, correndo, pulando, lutando constantemente por mais de 30 minutos por noite. Imagine fazer isso quando cada respiração profunda é um esforço consciente, ou quando você está preocupado com outro colapso. É um choque de realidade brutal para Cunningham e os Pistons. Não é apenas uma lesão física; mexe com a sua cabeça.
E sejamos realistas, a reconstrução dos Pistons já parecia instável. Eles trocaram por James Wiseman na temporada passada, cedendo Saddiq Bey, e Wiseman tem sido um fator nulo. Marvin Bagley III, assinado por um contrato de três anos e US$ 37,5 milhões, ainda mostra lampejos, mas não consegue se manter saudável. O time não vence um jogo de playoff desde 2008 e não tem uma temporada vitoriosa desde 2015-16. Esta lesão de Cade apenas empurra essa linha do tempo ainda mais para um futuro incerto.
**O Que Acontece Agora?**
O gerente geral Troy Weaver tem algumas decisões difíceis a tomar. Você afunda de vez para outra escolha alta no draft? Eles já têm uma escolha entre os 5 primeiros todo ano, parece. Este time precisa de talento, claro, mas também precisa de saúde e estabilidade. A temporada 2023-24, que começou com algumas fracas esperanças de melhora, está efetivamente encerrada. Eles já são o 13º na Conferência Leste. Eles não vão para o torneio de play-in. Nem perto.
Minha opinião ousada? Esta lesão força os Pistons a considerar uma mudança drástica. Eles precisam encontrar um segundo pontuador legítimo que possa criar seu próprio arremesso, algo que lhes faltou por anos. Acho que Troy Weaver será agressivo no prazo de trocas, mesmo que isso signifique pagar um pouco a mais, porque outra temporada perdida com Cunningham afastado é simplesmente inaceitável. Este time precisa de um choque, e uma escolha de draft não vai resolver isso imediatamente.
Previsão ousada: Os Pistons terminarão com menos de 18 vitórias nesta temporada. Eles vão mancar até a linha de chegada, e o lado bom será outra escolha entre os três primeiros do draft.