Foi um jogo de afirmação. O Denver Nuggets, jogando sem Jamal Murray, chegou a Phoenix e desmantelou completamente os Suns, 119-111, na noite de terça-feira. Nikola Jokic deu uma aula, com 35 pontos, 18 rebotes e 11 assistências – uma linha estatística que simplesmente não parece real, mesmo para ele. Ele fez parecer sem esforço, desmantelando a defesa dos Suns com aqueles passes precisos e finalizações suaves perto da cesta.
A questão é que este não foi apenas mais um triplo-duplo de Jokic. Este foi o atual MVP lembrando a todos exatamente por que Denver ainda é um candidato legítimo, mesmo com desfalques. Os Suns, em sua própria quadra, pareciam completamente perdidos tentando contê-lo. Kevin Durant teve sólidos 30 pontos e 11 rebotes, mas Devin Booker teve dificuldades nos arremessos, acertando apenas 8 de 26 para seus 27 pontos. Parecia que dois jogos diferentes estavam acontecendo: um onde Jokic orquestrava tudo, e outro onde Phoenix dependia quase que exclusivamente de heroísmos de isolamento.
Olha, Michael Porter Jr. tem tido altos e baixos nesta temporada. Mas na noite de terça-feira, ele parecia o jogador que Denver precisa, marcando 23 pontos e pegando 8 rebotes, acertando 4 de suas 8 tentativas de três pontos. Seu comprimento e arremesso são críticos, especialmente com Murray afastado. Quando MPJ está acertando arremessos e se movendo bem sem a bola, isso abre muito espaço para Jokic operar. Ele até teve algumas jogadas defensivas impressionantes, o que nem sempre é o seu forte.
Mas vamos falar sobre o banco de Phoenix. Ou a falta dele. Eles conseguiram patéticos 10 pontos. Dez. Isso não vai ser suficiente contra ninguém no Oeste, muito menos contra os atuais campeões. Drew Eubanks, Yuta Watanabe, Keon Johnson – nenhum deles ofereceu qualquer contribuição significativa. Os reservas de Denver, liderados pelos 14 pontos de Reggie Jackson, os superaram por 30 a 10. Isso é um problema enorme para Frank Vogel, e tem sido um tema recorrente para este time dos Suns durante todo o ano. Você pode ter três All-Stars, mas se eles estão jogando 40 minutos por noite e não recebem nenhuma ajuda, eles vão ficar sem gás.
É o seguinte: a defesa de Denver, muitas vezes criticada, apareceu. Eles limitaram os Suns a 42,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e forçaram 11 turnovers. Christian Braun, em particular, trouxe muita energia e dificultou a vida de Booker em alguns momentos. Aaron Gordon, como sempre, foi uma ameaça defensiva, trocando para marcar Durant e fazendo-o trabalhar por cada cesta. Os Nuggets não são um time defensivo impenetrável, mas são disciplinados, se comunicam e executam o plano de jogo de Michael Malone. Eles sabem como forçar os adversários a arremessos difíceis e pegar rebotes. Eles superaram Phoenix nos rebotes por 51 a 39, o que é o clássico basquete dos Nuggets.
Falando sério: os Suns, mesmo com Durant e Booker, são muito dependentes de seus astros para realmente disputar um título. A falta de profundidade será sua ruína. Eles podem vencer jogos da temporada regular apenas com talento, mas na hora dos playoffs, quando as rotações diminuem e cada posse de bola importa, esse déficit no banco será fatal.
Previsão ousada: os Nuggets, mesmo sem Murray por um tempo, terminarão como um dos dois primeiros colocados na Conferência Oeste.