Olha, a NBA anunciou no domingo a suspensão de um jogo para o armador do Thunder, Ajay Mitchell, e para o ala do Wizards, Justin Champagnie. Eles também aplicaram multas em Johnny Davis ($20.000) e Eugene Omoruyi ($20.000) de Washington, e Ousmane Dieng ($20.000) de Oklahoma City, por seus papéis na pequena confusão de sábado à noite na Capital One Arena. Tudo começou no quarto período, com o OKC liderando por 110-85, com cerca de seis minutos restantes em um jogo que eles acabaram vencendo por 127-105. Mitchell e Champagnie se enroscaram, então os empurrões começaram, e logo em seguida, eles estavam praticamente no colo de um pobre fã na primeira fila.
A questão é: uma suspensão de um jogo para isso? Sério? Mitchell empurrou Champagnie, Champagnie empurrou de volta, e então se transformou em uma briga completa que se espalhou para além da linha de fundo. Isso não foi uma pequena discussão onde alguns caras se provocam. Isso foi físico, beirando o perigoso, e envolveu fãs. Champagnie, que jogou apenas 15 jogos nesta temporada pelos Wizards, ganhando menos de um milhão, perderá um cheque de jogo que ele provavelmente não pode se dar ao luxo de perder. Mitchell, em seu contrato de novato de US$ 3,2 milhões, mal sentirá. A liga diz que quer proteger jogadores e fãs, mas esse tipo de punição branda não grita exatamente "consequência séria". Lembram quando Kermit Washington socou Rudy Tomjanovich em 1977? Era diferente, claro, mas a gravidade da resposta parece ter diminuído significativamente.
**A Linha Tênue da Interação com os Fãs**
A liga tem sido hipersensível à interação entre jogadores e fãs desde o Malice at the Palace em 2004. E por um bom motivo. Aquela briga entre Pistons e Pacers foi uma mancha absoluta na imagem da liga, levando Ron Artest a ser suspenso por 86 jogos. Essa confusão entre Mitchell e Champagnie não chegou nem perto desse nível, mas o fato de ter ido para as arquibancadas ainda é um grande problema. Você tem jogadores como Dieng e Davis correndo, empurrando e se envolvendo, escalando a situação. Davis, por sua vez, tem tido dificuldades nesta temporada, com média de apenas 6,4 pontos e 37% de aproveitamento nos arremessos em 45 jogos, então talvez sua frustração tenha transbordado. Omoruyi é um cara durão, muitas vezes fazendo o trabalho sujo vindo do banco, e ele claramente se envolveu tentando defender um companheiro de equipe.
Mas a NBA precisa traçar uma linha mais dura quando os jogadores saem da quadra e interagem com a torcida, mesmo que acidentalmente. Isso estabelece um precedente perigoso. Imagine se um fã tivesse reagido mal ou se machucado. Aí estaríamos falando de uma história completamente diferente. As multas para os outros caras? Vinte mil dólares para jogadores que ganham milhões é essencialmente troco. Não são caras da G-League ganhando US$ 40.000 por ano; são jogadores da NBA. É difícil acreditar que um golpe de US$ 20.000 realmente dissuadirá o comportamento futuro, especialmente para alguém como Dieng, que assinou um contrato de quatro anos e US$ 16,8 milhões em 2022.
Em suma: a liga fala grosso, mas quando se trata de disciplina real para esse tipo de incidente, eles consistentemente pegam leve. Eles estão mais preocupados com a imagem do que em realmente reprimir. Aposto que veremos outra manchete de "altercação se espalha para as arquibancadas" antes do All-Star break.