Stephen A. Smith, que Deus o abençoe, fez mais um de seus discursos característicos esta semana, desta vez direcionado diretamente a Josh Hart. O ala dos Knicks ousou defender seu amigo, Mikal Bridges, depois que Smith chamou Bridges de "mole" por sua atuação contra o Boston Celtics. O argumento de Smith resumiu-se a Bridges não ser uma "verdadeira primeira opção" para os Nets, e Hart, em seus olhos, estava fora de linha por rebater.
Olha, eu entendo. Stephen A. ganha a vida com opiniões fortes e indignação teatral. É a marca dele. Mas esta tirada em particular pareceu... estranha. Hart não estava dizendo que Bridges era a segunda vinda de Michael Jordan. Ele estava simplesmente defendendo um cara com quem jogou em Villanova, um cara que, aliás, começou 471 jogos consecutivos na NBA. Isso não é mole; isso é durável. Isso é um profissional.
A questão é a seguinte: Bridges não é um superstar. Ninguém está alegando que ele seja. Sua maior média de pontos por jogo na carreira é de 20,1 na temporada passada. Ele é um jogador fantástico nos dois lados da quadra, um defensor de elite que teve uma média de 1,1 roubos de bola e 0,5 tocos em 2023-24. Ele é uma peça valiosa em qualquer equipe, mas não está carregando uma franquia. Os Nets, apesar de suas dificuldades, sabem disso. Eles construíram aquela equipe em torno de Kevin Durant e Kyrie Irving, lembra? Quando esses caras saíram, Bridges foi empurrado para um papel para o qual não foi projetado.
A crítica de Smith a Bridges pareceu pessoal, quase como se ele esperasse que o cara se transformasse magicamente em uma máquina de pontuação da noite para o dia. Bridges arremessou 43,6% do campo nesta última temporada, abaixo dos 46,8% do ano anterior. Ele teve dificuldades às vezes, absolutamente. Os Nets terminaram com 32-50, perdendo os playoffs completamente. Há muito o que criticar sobre a temporada deles. Mas chamar Bridges de "mole" e depois criticar Hart por defender seu amigo? É aí que Stephen A. perde o rumo.
Falando sério: a lealdade de Hart é, na verdade, uma coisa boa. Em uma era em que os jogadores trocam de time como meias, ver um cara defender um amigo, mesmo quando esse amigo está sendo criticado na televisão nacional, é revigorante. O próprio Hart é um jogador durão, um cara que teve uma média de 9,4 rebotes por jogo como armador este ano. Ele joga com garra. Ele sabe o que significa lutar. Quando ele diz que Bridges não é mole, ele está falando por experiência.
Os Knicks, time atual de Hart, acabaram de terminar com 50-32 e conquistaram a segunda posição na Conferência Leste. Eles são construídos sobre a dureza e a camaradagem. Você acha que Tom Thibodeau gostaria de um jogador que fica em silêncio enquanto seus ex-companheiros de equipe são massacrados? Nem pensar. As ações de Hart refletem o tipo de mentalidade de equipe que vence jogos.
Minha opinião forte? Stephen A. Smith, apesar de toda a sua fanfarronice, está na verdade prestando um desserviço ao jogo ao desencorajar relacionamentos genuínos entre os jogadores. Esportes são mais do que apenas estatísticas e campeonatos; são sobre os laços formados na quadra e no vestiário. Josh Hart entendeu isso. Stephen A. claramente não.
E francamente, se eu sou um jogador, prefiro ter um Josh Hart ao meu lado do que alguém que se curva a todo comentarista de TV.