O Melhor e o Pior do Mercado Pós-2025 da NBA
Lembra quando a offseason de 2025 parecia que seria tranquila? Pois é, não foi. As equipes foram com tudo, algumas com uma visão brilhante, outras… bem, outras ainda estão tentando descobrir o que estavam pensando. Tem sido uma jornada selvagem desde então, e com um ano e pouco de experiência, é hora de separar o gênio dos erros crassos.
Vamos começar com as coisas boas, porque quem não gosta de uma diretoria inteligente? O Thunder, por exemplo, ao conseguir Jared McCain no draft de 2026, foi um roubo absoluto. Aquele garoto, mesmo como calouro, imediatamente marcou 16 pontos e 5 assistências por jogo, arremessando 42% de três pontos em seus primeiros 30 jogos. Ele é o complemento perfeito para Shai Gilgeous-Alexander na quadra de trás, aliviando a carga ofensiva de SGA e fornecendo uma criação de jogadas secundária consistente. O OKC parece um candidato perene para a próxima década graças a movimentos como esse. E crédito aos Lakers por contratarem Donovan Mitchell depois que sua passagem pelos Cavs azedou. Eles enviaram D'Angelo Russell, Jarred Vanderbilt e uma escolha de primeira rodada protegida de 2027 para Cleveland por ele. Mitchell está com médias de 28,5 pontos e 6,2 assistências desde que chegou, e isso é uma pechincha para um pontuador comprovado que eleva suas esperanças de título. Chega de depender apenas dos heroísmos de LeBron.
Você também não pode ignorar a manobra de três equipes dos Suns que lhes trouxe Nic Claxton sem abrir mão de uma única peça chave da rotação. Eles o conseguiram por preenchimento salarial e algumas escolhas de segunda rodada distantes. Claxton imediatamente transformou sua defesa, elevando sua classificação defensiva de 18º para 7º, e ele está pegando quase 10 rebotes por noite. Esse é o tipo de movimento que te faz ganhar alguns jogos extras por temporada. Os Hawks também fizeram um movimento discreto, mas eficaz, ao contratar o ala veterano Bruce Brown para um contrato de dois anos e US$ 20 milhões. Ele é o jogador de ligação que eles precisavam desesperadamente, consistentemente marcando os melhores jogadores de perímetro dos adversários e acertando arremessos de três pontos do canto com 39% de aproveitamento. Às vezes, são as contratações menores e inteligentes que mais compensam.
Agora, para o outro lado da moeda. Os negócios que te fazem estremecer. Os Clippers trocando por Bradley Beal? Isso foi um desastre desde o primeiro dia. Eles enviaram Norman Powell, Marcus Morris e uma escolha de primeira rodada de 2028 para Phoenix por um cara que, francamente, não se encaixa em sua linha do tempo ou em sua folha salarial. Beal jogou apenas 40 jogos desde a troca, perdendo tempo significativo com problemas nos isquiotibiais e joelho, e quando está em quadra, ele está com média de 17 pontos, a menor de sua carreira, com arremessos ineficientes. Eles pagaram um prêmio por um jogador em declínio.
E nem me faça começar sobre os Rockets abrindo mão de duas escolhas de primeira rodada e Jalen Green por Mikal Bridges. Bridges é um bom jogador, claro, mas não *tão* bom. Houston estava tentando acelerar sua reconstrução e acabou hipotecando seu futuro por um cara que, embora defensivamente sólido, não é um pontuador principal. Eles têm se mantido em torno de .500 desde então, e seu jovem núcleo não floresceu como esperado. Essa troca pareceu desesperada, e parece pior a cada jogo que passa. A extensão de Anfernee Simons pelos Blazers por cinco anos e US$ 180 milhões também foi um mistério. Simons é um pontuador decente, mas é uma peneira defensiva, e seus números não aumentaram significativamente desde o novo contrato. Ele está marcando 22 pontos por noite, mas a defesa de sua equipe ainda está entre as cinco piores. Eles pagaram dinheiro de titular por um sexto homem de elite.
Aqui está minha opinião polêmica: os Grizzlies abrindo mão de uma escolha de primeira rodada protegida e Luke Kennard por De’Andre Hunter foi um dos movimentos mais desconcertantes do grupo. Hunter é um bom defensor, mas nunca foi consistente ofensivamente. Ele arremessou abaixo de 40% do campo em sua primeira temporada em Memphis, e seu contrato é um fardo. Memphis precisava de arremessos e profundidade, e eles trocaram isso por outro ala que luta para se manter saudável e criar seu próprio arremesso.
A lição aqui? Paciência é uma virtude, e às vezes o maior alarde não é o melhor. Alguns GMs aprenderam isso da maneira mais difícil. Minha previsão? O Thunder, com McCain agora um ano mais velho e mais sábio, vencerá a Conferência Oeste na próxima temporada.